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afonsonunes

afonsonunes

23 Fev, 2013

Estudem! Trabalhem!

 

Estes são apelos de alguém que quer ver o país no topo do conhecimento e da riqueza. Este é o momento certo para que todos aqueles que estão retidos em casa, saiam para a rua e façam alguma coisa de útil a si próprios e ao país.

Estudem e, ou, trabalhem, é o meu grito para acordar os que andam a dormir demais, com o argumento de que não têm dinheiro para propinas e também estão a ser vítimas do desemprego, como todos os que não fazem nada.

Mas, lembro eu, só não estuda quem não quer e só não trabalha quem gosta de mandriar. Quem vos manda estudar não vos manda pagar propinas, nem os livros, nem os transportes. Para trabalhar não bastam mais que duas mãos.

Quase toda a gente repete diariamente que está tudo por fazer no país. Sendo assim, não há tempo a perder. Já que quem deve, não o faz, compete-nos, a nós, estudantes e trabalhadores, pôr já a cabeça e as mãos a mexer.

Estudar é algo que até pode fazer-se no banco do jardim, bastando para tal aproveitar um jornal ali deixado. Trabalhar é a coisa mais fácil desta vida. Desde que não se esteja sofregamente à espera de receber um salário.

Bastaria pensar um pouco para chegar à conclusão de que o dinheiro não dá felicidade. Tudo o que precisamos - compramos e usamos. Depois, quem nos aconselha e quem nos ensina, que pague as nossas faturas. Fácil e barato.

Nos dias de hoje, ter um salário, é quase ter privilégio de governante. Mandam as boas regras que não desejemos ter privilégios. Até porque o governo logo faria tudo para no-los tirar. Estudo e trabalho, mas à borla, para o bem do país.

Portanto, digo eu, não desistam de estudar e trabalhar. Mas não me peçam para pagar as vossas propinas nem me digam que, se quero que trabalhem, tenho de lhes pagar, no mínimo, quanto dê para comer uma sopa por dia.

Que ninguém desista de aproveitar esta oportunidade de ganhar um lugar na educação, que tão difícil está a tornar-se mantê-la. Certamente que ninguém ignora o calvário que atinge até os ministros que a não têm.

É perfeitamente visível que passam por mais dificuldades que os cidadãos que não têm dinheiro. Porque esse não falta aos ministros. Mas falta-lhes tempo para estudar e trabalhar. Tal como as cigarras, apenas sabem dar-nos música.  

A falta de trabalho, tal como a falta de educação, são o fermento para acontecimentos e procedimentos de rua, que só existem para aqueles que fazem disso o seu estudo e o seu trabalho. Não desistam. Trabalhem! Estudem!