Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

afonsonunes

afonsonunes

27 Fev, 2013

Eleições

 

Por várias razões, as eleições autárquicas já mexem que se farta. Aliás o país já se habituou às contínuas disputas do voto, mesmo quando as idas às urnas ainda estão longe. Há quem comece nova campanha, logo que acaba de votar.

Já dura há algum tempo a guerra das candidaturas dos que não querem largar o tacho por nada. Dos que não sabem fazer mais nada do que aquilo. E aquilo é, em muitos casos, viver da esperteza de saber levar a malta ao engodo.

A verdade é que, a esses não há nada nem ninguém que seja capaz de os meter na ordem, até porque, com eles, os que podiam e deviam, fazem parte de uma cadeia praticamente inquebrável. E há quem ache que está tudo bem assim.

Agora já está em marcha outra guerra que não se sabe como vai terminar. Trata-se da campanha nas rádios e nas televisões. Os candidatos querem igualdade de tratamento. Obviamente que isso é muito complicado.

Os da comunicação social, também obviamente, querem apenas fazer debates com quem lhes parece garantir audiências. Ora isso, sendo lógico do ponto de vista deles, contraria toda a lógica dos interesses dos candidatos.

A grande verdade é que os portugueses, com os seus defeitos e as suas virtudes, estão-se marimbando para debates pois, de um modo geral, já não conseguem ouvir dali nada de novo. Daí que a solução seja desligar o aparelho.

Basta olhar para as transferências que ocorrem nas televisões com os profissionais do debate e do comentário, para ver como eles já são astros da dimensão dos que movimentam milhões nas transferências da bola.

Portanto, conversa dessa ouve-se por aí às resmas, nem sempre da boa, mas temos, e ao longo de todos os dias, de todo o ano. Logo, Chegados aos atos eleitorais, bem se dispensavam essas guerras que só interessam aos partidos.

Já agora, como não há dinheiro para nada e já se cortou quase em tudo, não se compreende que os partidos continuem a dispor de dinheiro do estado falido, para gastar à fartazana, sem qualquer interesse para o povo e para o país.

Dirão eles que é uma necessidade da democracia. Seria, se tivéssemos uma democracia a sério. Mas, como até eles bem sabem, infelizmente, o país que deixa tirar o pão da boca a muitas pessoas, não sabe o que é uma democracia.