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afonsonunes

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A sociedade portuguesa tende para uma clarificação que distinga nitidamente quem são os cidadãos úteis ao desenvolvimento do país e os cidadãos que são um empecilho a que se saia deste marasmo em que caiu.

De entre os primeiros, há que salientar a meritória direção de Coelho e Portas, como comandantes de um exército em que os sargentos Relvas, Branco, Pereira e Montenegro ofuscam oficiais como o fiscal Gaspar.

Isto, quando se trata de estratégias de comunicação e propaganda, pois no que toca à operacionalidade e respetivas despesas, não há comandantes nem sargentos que superem as ordens indiscutíveis do intransponível fiscal.

A juntar a estes úteis, que são mesmo indispensáveis neste exército, há um número indefinido de soldados rasos que, no entanto, não raras vezes, gritam mais alto que os seus superiores nas arremetidas de ocasião.

Ora os ataques sistemáticos deste exército são dirigidos aos cidadãos inúteis do país que, segundo classificações previamente definidas, são encabeçados pelos empatas, Seguro, Jerónimo, Catarina, Semedo e Heloísa.

De entre estes, Seguro está constituído o alvo de todos os ataques, até porque reúne o consenso entre todos os úteis e os inúteis, para o seu abate. Isto porque está considerado de direita pela esquerda e de radical pela direita. 

Nesta guerra de utilidades e inutilidades, lá virá o tempo em que os úteis tentarão alargar o conceito de inúteis a todos aqueles que já deram o que tinham a dar e deram, mesmo àqueles que se consideram agora indispensáveis.

E então, os úteis, tudo farão para que a sociedade que pretendem, não tenha que sustentar quem já não possa trabalhar, nem todos aqueles a quem não deixam trabalhar, para que cresça e floresça a casta dos úteis. 

Mesmo sabendo-se que esta casta dos que se consideram os mais úteis são, na realidade os que menos fazem e os que mais roubam a quem sempre trabalhou e fez deles os privilegiados que se habituaram a viver à custa dos ditos inúteis.

Resta saber se eles, os úteis, sobreviverão à tentativa de eliminar tudo o que não presta e todos os que consideram inúteis, que os estorvam agora. Para eles, os úteis, esta guerra que travam, visa serem eles os únicos sobreviventes.