Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

afonsonunes

afonsonunes

02 Mar, 2013

Conversas à sombra

 

Suponho que muitos cidadãos e cidadãs que gostavam de matar o seu tempo disponível mantendo conversas ao sol, de um momento para o outro viram-se relegados para uma zona de sombra onde a conversa se faz mais em silêncio.

Houve até quem pensasse que esta atitude de alguém que não deu a cara, nem explicou os motivos de tal decisão, se deveu a um desejo de calar o bico àqueles que tinham conversas que não agradavam ao estrelato do sol.

Tal conclusão advém do facto de não ter havido uma comunicação prévia, nem uma simples explicação para o corte, mais um, nos raios de sol que iluminavam e aqueciam, de algum modo, a vida de muitos dos felizes beneficiados.

Toda a gente sabe que jogar em casa ou fora, é completamente diferente. Quem joga em casa tem sempre a vantagem das estrelas e do ‘à que sim’ do estrelato. Só não se compreende que uns e outros, tenham sido sombreados.    

É evidente que a vida continua. Compreende-se que a passagem de alguém do sol para a sombra, provoca um rombo, maior ou menor, nos hábitos das pessoas deslocadas e na baixa de temperatura das suas ideias.

Provavelmente, o sol pensará, se é que uma estrela pensa alguma coisa, que com esta poupança de raios solares distribuídos ficará mais forte. Que mais não seja pela redução do espaço a aquecer e das cabeças a cair no arrefecimento.

Se for essa a ideia, é de concluir que o sol está interessado em aumentar as zonas de sombra neste país, ao qual não bastam já as nuvens grossas que o privam da claridade que tanta falta faz e das borrascas que nos vão mandando.

Portugal sempre foi um país de sol abundante, elemento fundamental para moldar as mentes e as ideias dos portugueses. Esperemos que as idas de tantas coisas para o estrangeiro, não nos deixem num imenso mar de sombras.