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afonsonunes

afonsonunes

04 Mar, 2013

Moção de censura

 

Apesar de todas as ocorrências dos últimos tempos, quem não ousaria apresentar uma moção de censura ao governo era eu. Apenas e só, por pensar que ainda não sou tão burro com outros que não pensam noutra coisa.

Senão vejamos. Estamos no meio de uma tempestade enorme, causada por um conjunto de indivíduos que pensavam sair incólumes dessa tragédia, deixando os estragos para todos aqueles que apenas têm servido de bombeiros.

Portanto, tendo em conta que uma moção de censura visa o derrube do governo em funções, depreende-se que quem a apresentar, pretende substituir esse governo, colocando-se heroicamente no meio dessa tempestade enorme.

No mínimo, isto é uma estratégia errada, pois não têm conta os candidatos a heróis que ficam pelo caminho. O exemplo mais recente, vem deste governo que quis ter entradas de herói e tudo indica que vai ter saída de sendeiro.

Mas, que tenha o que tiver de ter, isto é, que vá sozinho, para que os louros ou os espinhos fiquem bem claros e visíveis na sua cabeça. Querer agora partilhar, seja o que for, é sinal de que essa partilha visa apenas repartir prejuízos.

Parece até que está a chegar à triste conclusão, essa sim partilhada pelo povo, de que, sem a troica, acabaríamos por morrer de fome lentamente. Mas, com a proclamada ajuda da troica, vamos ser enterrados vivos. A escolha não é fácil.

Isto, se este governo continuar a sua teimosia e não aceitar que há outros caminhos que evitariam qualquer um desses males. Basta só aceitar discutir e ponderar alternativas que, neste momento, já estão bem à vista de gente séria.

Caso contrário, o tempo se encarregará de demonstrar que a burrice, venha ela de onde vier, nunca vai sobrepor-se a quem ainda tem ideias de gente crescida e conhecedora. Depois, mais tarde ou mais cedo, os burros também se abatem.