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afonsonunes

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08 Mar, 2013

Maduro e Seguro

 

Neste momento, Paulo Portas é um dos políticos mais maduros e mais seguros do país e hoje está em Caracas. Certamente, para homenagear Hugo Chávez num funeral a fingir, mas também para pensar a sério em Henrique Capriles.

Se há momentos maus na vida de um político hoje, para o nosso ministro, será um dos mais difíceis de ultrapassar, pois não tem nada a ver com aquela gente que já teve de cumprimentar e à qual teve de mostrar um ar muito comovido.

Mas, seguro e maduro como indubitavelmente é, Portas vai ultrapassar todas as dificuldades protocolares com aquela calma e serenidade que o caracterizam. E, talvez até, com toda a tranquilidade, dado o seu traquejo.

Representou Portugal nesta complicada missão, competindo-lhe mostrar à Venezuela e aos seus representantes atuais e, eventualmente, aos próximos, que somos dois países bastante seguros e bem maduros para boas colheitas.

É evidente que a Venezuela tem um Maduro ainda não muito seguro, embora tudo pareça caminhar para a sua completa segurança. Já em Portugal, temos um Seguro que ainda dá sinais de pouco maduro. Mas o tempo vai de feição.

O nosso ministro Portas terá tido uma boa oportunidade de comparar as ruas cheias de gente em Caracas, neste dia de luto profundo, com o que foram as ruas cheias de gente em Lisboa, já por duas vezes em pouco tempo.

Por cá, não se espera nenhum funeral pessoal. E ainda bem. Longe vá o agoiro. Mas se, por hipótese, tal acontecesse, nunca poderíamos sequer admitir que as ruas do país registariam grandes flutuações no movimento de pessoas.     

Já o mesmo não se poderia dizer se acontecesse o funeral das políticas que nos vêm afligindo. Porém, isso só aconteceria, se Portugal recebesse um tipo maduro. Se possível mais que um, pois os que temos estão todos muito verdes.

E então, tínhamos uma boa oportunidade para retribuir a prenda, ou as prendas recebidas. Dada a instabilidade que o momento pode provocar na Venezuela, talvez não fosse descabido mandarmos um seguro para Caracas.    

Na impossibilidade da concretização desta parvoíce, talvez não ficássemos a perder, se Paulo Portas trouxesse de lá o Henrique Capriles e conseguisse, ao chegar a Lisboa, convencer o Passos e o Relvas a rumarem a Caracas.

Mais uma parvoíce mas, oiro sobre azul, a pedir mais uma oportunidade para o povo sair à rua, era que a troica, ao permanecer agora mais uns dias em Portugal, estivesse à espera que o governo fizesse as malas e fosse com eles.