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afonsonunes

afonsonunes

09 Mar, 2013

POIS, POIS !...

 

O Presidente da República diz que trabalha dez horas por dia. Não posso duvidar de tal afirmação, mas posso ficar preocupado com os resultados de tanto trabalho. Embora pense que o trabalho é um bom estímulo para a saúde.

Entre a preocupação e o pensamento, retenho a certeza de que o Presidente faz, com muito gosto e eficiência, tudo aquilo que faz. É o caso da escrita dos roteiros, tarefa que, não é nada difícil reconhecer, lhe leva muitas horas diárias.

Certamente que todos os roteiros tiveram prefácios, o que deixa prever que levam tempos infindos. A avaliar por este último, conclui-se que a reflexão que lhe deu origem e a sua escrita, foram mais umas longas e incontáveis horas.

Mas, ainda ficam algumas para se dedicar à família e aos amigos, sabendo-se que os seus afetos são uma característica indisfarçável da sua personalidade. Somando as horas que passa fora do palácio, o dia devia ter o dobro das horas.

Porém, a função presidencial não se esgota nessas atividades. O regular funcionamento das instituições é uma tarefa que ele não esquece um segundo sequer. Pelos resultados obtidos, vê-se que o seu sucesso não tem contestação.

Não tenho dúvidas de que já deve ter exercido a sua magistratura de influência junto da ministra da justiça, no sentido de evitar que a UE não aplique mais multas de dez milhões ao país, senão lá se vão os milhões que ela já poupou.

Também já deve ter influenciado o ministro das finanças a não ir buscar dez milhões a um prémio do euro milhões. Já compensa as multas da justiça. Mas devia ser o ministro a jogar. Assim, quem jogou e gastou, ficou enrolado.

O Presidente já deve ter chamado à ordem os responsáveis pelo clima de crispação crescente entre o governo e o maior partido da oposição, justificando os repetidos esforços no sentido de conseguir o tão desejado entendimento. 

É também notório o esforço de convencer o governo a enveredar por uma rota que o presidente sabe ser a mais adequada. É uma influência que tem resultado plenamente. O rumo já foi retificado, mas o presidente não comenta.

Muitos outros aspetos, todos positivos, havia a salientar. Mas, quem quiser estar bem informado, vá aos seus roteiros e aos seus prefácios. Está lá tudo. O país está assim. Pois, assim mesmo. Ótimo. Se não fosse ele, estaria muito pior.

Pois, pois, meus caros portugueses. Estar assim já não é nada mau. Em conformidade com as suas previsões de muitos anos, o país nunca mais voltará a ter tudo aquilo que foi destruído na década de noventa. Vejam lá por quem.