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afonsonunes

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Nunca será demais repetir que o país, seja qual for o governo, não pode prescindir da austeridade. O mesmo acontece em toda a Europa, embora em graus e intensidades substancialmente diferentes. A crise é geral mas não igual.

Daí a dizer-se que não vale a pena mudar de governo, porque ninguém faria melhor, vai um tremendo equívoco. Se bem analisarmos o que se passou nos últimos quase dois anos, temos de concluir que eles foram um negro equívoco.

Porque temos, desde então, um governo que se tem preocupado apenas em acautelar os interesses dos ricos. Por tabela, os pobres e a classe média, foram de tal modo esmagados que não é previsível como tudo isto vai acabar.

As reformas estruturais, tão necessárias, têm-se limitado ao saque de tudo o que conduza à miséria, todos aqueles que constituíam o suporte da economia nacional. É o que se chama um governo rico, sempre e só, a favor dos ricos.

Um governo rico, porque não corta nada em si próprio. Corta muito no estado mas, para ele, o estado, são apenas os funcionários e os reformados. As verdadeiras medidas estruturais são um logro, uma conversa fiada.

Se, logo no início do seu mandato, este governo assumisse as mudanças certas e justas, sem olhar a interesses corporativos ou de classes, teriam sido bem diferentes as consequências sociais da sua incompetência e cegueira política.

O Papa Francisco disse agora aos jornalistas que gostaria de ter ‘uma igreja pobre, para os pobres’. E nós, bem precisaríamos de ter um governo pobre, para os pobres. Mas o governo e os ricos não gostam, nem deixam.

Se o Papa Francisco tiver o poder de contatar com Deus, certamente que, em auxílio dos pobres, não deixará de pedir a intervenção divina, no sentido de sensibilizar os seus falsos crentes ricos a meterem as mãos na consciência.