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afonsonunes

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Estou convencido de que já nem o tempo obedece a S. Pedro, tal como os portugueses já não ligam nenhuma ao Pedro. Óbvio que o S. Pedro não tem nada a ver com o Pedro, nem vice-versa. Mas ambos têm a ver com rajadas.

É suposto que um, sopra as rajadas de vento que não deixam de causar pesadelos aos agricultores e não só, enquanto o outro já não suporta as rajadas que os inimigos, e alguns amigos, que já são muitos, lhe sopram aos ouvidos.

Estamos na primavera mas até parece que estamos no outono. Na primavera, é tempo de tudo renascer e crescer. No outono, é tempo de cair a folha das árvores sopradas e abanadas pelas rajadas que as assolam com violência. 

Apetece dizer que anda tudo ao contrário. O tempo, como se vê. A política, como se sente. Imita o tempo de S. Pedro e dá-nos de presente um Pedro que não ouve nada, não vê nada, não sente nada. Nada, nas rajadas das ventanias.

No entanto, a força das rajadas que toda a gente ouve, que arrasta já muitas pessoas, não consegue encontrar eco no deus que manda em S. Pedro, nem no homem que pode estimular os ouvidos, os olhos e a insensibilidade do Pedro.

Segundo o calendário do tempo, não devia ser tempo de rajadas violentas de vento. Segundo o calendário político, que vai a meio, não devia ser tempo de se temer o aparecimento de rajadas que podem ser fatais para alguém.

 

 

 

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