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afonsonunes

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Cá para mim, um governo remodelado agora, deveria ser um governo saído de uma lavagem completa aos atuais ministros, criando uma nova forma e uma nova imagem, mudando as funções, sem mudar as pessoas que o integram.

Bem vistas as coisas eles servem muito bem para as necessidades da maioria dos portugueses que ainda os apoiam. Já são poucos, mas todos honrados e muito dedicados, repletos de uma tal resiliência que lhes dá força para tudo.

O momento atual que o país atravessa e a sua situação inédita, diz-nos que já não se encontrará quem, voluntariamente, queira saltar para a arena governamental, onde as feras em fúria mostram os dentes sedentos de sangue.

Portanto, quem está, está, e está para ficar. Fala-se muito em remodelar o governo e isso implica que alguém terá de sair para dar lugar a outras pessoas. Que mais não seja, para alimentar a ilusão de que o país ainda aguenta ilusões.

Pensando bem, o país não precisa de outras pessoas para fazer o mesmo, ou pior, que os génios que tem. O país precisa, sim, de que estes governantes sejam colocados nos lugares certos, a fazer aquilo para que estão preparados.

Toda a gente percebe que Relvas é um chefe e Passos um adjunto. Estão ambos deslocados. Haja a coragem de tro(i)carem. O governo ganhará outra dinâmica, com Relvas a comandá-lo. Não sabe grandes coisas, mas sabe o que fazer.

Passos dará um ótimo adjunto a receber ordens. Foi sempre assim. Agora, ainda não percebeu bem a razão de andarem ambos confusos e desnorteados. Diz o ditado que nunca sirvas a quem serviu. E Passos sempre serviu o Relvas.

Depois, aproveitando esta original e oportuna remodelação, há outros pontuais ajustamentos complementares sob a maestra batuta de Relvas. São dois bons guerreiros. Aguiar é um arsenal económico. Álvaro é branco, mas mais bélico.

Cristas é a pessoa indicada para a Segurança Social, depois de ter criado barriga no campo. Quer mais abono de família. Depois, o seu camarada, perdão, irmão, Mota, tem revelado especial propensão para pegar na foice e ir para a ceifa.   

Gaspar está vocacionado para o estrangeiro, onde tem os seus amigos e os seus amos. Portas está farto de aturar chineses, indianos e venezuelanos. Já disse a Gaspar que, de dinheiro, sabe mais que ele. Lógica a tro(i)ca de pastas.

Crato e Cruz são a personificação da boa educação e das justas decisões. Estão um, para a outra. Restam dois Macedos, um para a cacetada, outro para tratar da saúde. Quatro que podem continuar. Nestes aspetos estamos bem.  

Estou certo, mesmo absolutamente convencido, de que é disto que o país precisa, ao contrário do que dizem os que nos massacram os ouvidos com invenções, especulações, opiniões, intenções. Para não dizer palavrões.