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afonsonunes

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Desde quarta-feira que não se fala noutra coisa. Para bem e para mal. É evidente que assim é que está bem, pois o desabafo alivia o corpo e a alma. E, certamente, também aliviou o espírito do causador deste salutar imbróglio.

O que mais me impressionou foi o facto de se ter perdido uma oportunidade única de fazer a vontade aos que tanto têm clamado contra a justiça, por não conseguir deitar a mão ao causador de tantos desgostos a tanta gente.

Dizem alguns dos desgostosos, que se trata de um perigoso fugido à justiça que se refugiara algures, lá fora, para não ser chamado a prestar contas. Pois bem, ele esteve aí, hora e meia à vista de quem o quis ver e, nada.

Isso chocou-me brutalmente, pois só revela que a justiça não vê televisão, sendo elas, as televisões, as maiores acolhedoras dos tais que a justiça não encontra. E foi assim que não viu o foragido de quarta-feira.

Foi uma oportunidade perdida. Bastava um pouco de atenção por parte da polícia, ou dos justiceiros, e dirigirem-se à televisão onde o ‘perigoso herói do crime’ falava descontraidamente. Teríamos assim um duplo espetáculo ao vivo.

Mas ainda o que mais me espanta é que o Conselho de Ministros também não contribua nada para que situações destas não aconteçam. Então para que servirá ter entre os seus altíssimos quadros, um antigo chefe dos espiões?

Se quem de direito ainda não deu pela presença daquele e de outros ‘meliantes’ nas televisões, será bom que abram os olhos e estejam a pau. Já perderam uma oportunidade, mas não desperdicem as da próxima semana.

Sim, porque ele, e também os outros, lá estarão. Provavelmente a malhar uns nos outros. E, se bem calha, a malhar na justiça e em quem só percebe, e muito, de injustiças. E eu adoro ver e ouvir tudo o que me tira do sério. A sério.