Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

afonsonunes

afonsonunes

30 Mar, 2013

O fim da macacada

 

Estamos fartos, enojados e soterrados até à ponta dos cabelos por causa de políticos incompetentes, como lhes chamou, e bem, o arcebispo de Braga, além de os mimar com outras verdades que eles não devem ter gostado de ouvir.

Nem sempre a igreja usa esta frontalidade, talvez estimulada agora pela originalidade do Papa Francisco, que parece pretender que a palavra verdade não seja atropelada a toda a hora pelos políticos que já não servem para nada.

Já nem servem para formar os governos de que tanto beneficiaram, quantas vezes através da maior corrupção. Atualmente, cá e em muitos outros países, formar um governo é uma tragédia, até porque a míngua desanima.

Os políticos incompetentes não sabem mais que rapar dinheiro. Onde não o há, não os estimula mesmo nada. Os partidos onde desenvolvem as suas ambições e os seus sonhos, já perderam o estatuto de pilares da democracia.

Atualmente, estão a transformar-se, ou em vias de transformação, em coveiros dessa mesma democracia, que vai ter de tentar modificar este estado de coisas. As eleições são já, em muitos casos, uma farsa que nada resolve.

A proliferação de partidos e as ideias radicais, populistas e irrealistas que cada vez mais eles defendem, conduzem à impossibilidade de quaisquer consensos. Obviamente que tudo isto resulta sempre do poder do dinheiro e da falta dele.

O descontentamento cresce e o povo, desiludido, desespera. Não acredita em nada nem em ninguém. Foi assim na Grécia e está a ser assim na Itália, com o recurso a individualidades fora dos partidos porque estes não se entenderam.

No nosso país, já ninguém, parece que nem os próprios, acreditam nas suas soluções de governabilidade. Mas, também se crê que não são eleições que vão resolver o problema. E não vão mesmo, se insistirem nesse erro.

Vivemos o grande dilema de estar a morrer por não mudar de governo e, ao mesmo tempo, não se quer mudar de governo porque se pensa que isso será a nossa morte. E ficamos à espera de morrer. Sentados, como os cobardes.

Só nos resta pedir a receita ao presidente italiano. Quando não somos capazes de resolver os problemas por nós próprios, nada como recorrer aos estrangeiros. Aliás, parece que já não será novidade para nós. Vamos a isso.