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afonsonunes

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Meteorologicamente falando, até parece que estamos na época das monções, com esta invernia a invadir o espaço da primavera. Politicamente falando, até parece que estamos num frutuoso diálogo que visa a eleição do rei da parvoíce.

Esta ‘monção’ de censura, desde há muito aguardada na Assembleia da República, foi recebida e discutida com enormes salvas de palmas, muita gritaria, muito entusiasmo, como se de um circo de feras se tratasse.

Não chegou a haver inundações, apesar de ali se ter metido tanta água que, em certos momentos, se ouviu tal algazarra, como se hordas incontroladas e ululantes estivessem a festejar vitórias dos seus guerreiros heróis.    

Parece uma enormidade mas atrevo-me a dizer que naquela assembleia se assistiu a uma guerra em que as vítimas faziam uma ruidosa e constante festa, com o gozo de dar e receber golpes baixos, vindos de armas com veneno letal.

Ali, devia discutir-se construtivamente o presente do país, com vista a garantir um futuro melhor que o passado, o recente e o longínquo. Mas, o passado é, será sempre, a discussão, como se fosse dele que todos nós dependêssemos.

Aquela assembleia está transformada numa arena onde há gente que parece ter comportamento de bestas que escoiceiam coletivamente, abdicando da linguagem normal de pessoas que têm cursos e instrução suficiente para tal.