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afonsonunes

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Para mim é uma interrogação, mas para alguém, o destino daquele que se foi, já deve estar bem combinado, negociado, ou imposto, como troca pelo favor de deixar vago o lugar que, estando ocupado, há muito que estava vazio.     

Eu, que apenas tenho um dedo mindinho que me ajuda a adivinhar coisas simples, quase não tenho dúvidas de que irá parar a um alto cargo, pois é prova disso, o facto de já, à cautela, ter um curso de língua chinesa por equivalência.

Aliás, a língua chinesa e as chinesices são já o modo de vida da nossa classe política, especialmente, aquela que detém o poder neste momento. Os portugueses que ainda falam português, cada vez os entendem menos.

Aquele que se foi sozinho, não merecia tanta solidão, mas também não merecia tantos elogios, se atendermos a que eles foram feitos em português, precisamente, para que ninguém entendesse. Para eles, é a língua da mentira.

Quando querem dizer alguma coisa aos portugueses, usam a linguagem da mentira. Quando querem dizer alguma coisa aos estrangeiros, falam em chinês. Isso quer dizer, que sabem que é a única maneira de ainda acreditarem neles.

O povo português está cercado de falsidades por todos os lados. Mesmo fazendo de conta que não se pode falar de fraudes, pode falar-se de mentiras, omissões, contradições, hipocrisias. O povo já não tem confiança em ninguém.

Os hipócritas e os mentirosos sabem sempre para onde vão, mesmo sendo corridos de onde estão. Já o povo português, não sabe como sair de onde está, nem para onde o querem conduzir, tentando vendar-lhes os olhos.

A esta hora o povo está suspenso da sentença sobre o Orçamento de Estado e eu vou fechar estas linhas antes que fique sem palavras para as terminar. Entretanto, vou digerindo este fartote de decisões de última hora.