Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

afonsonunes

afonsonunes

07 Abr, 2013

O TRIO

 

Há uma coisa de somenos importância de que muita gente se está a esquecer, mas que convém lembrar para que se compreenda a grande importância da incoerência de altos responsáveis do país e seus fidelíssimos seguidores.

Essa coisa tem a ver com o compromisso e a responsabilidade que todos eles assumiram de tirar o país da má situação em que se encontrava quando pensaram no poder. E isso passava por eleições antecipadas. Ponto final.

Mas quais consensos, quais interesses do país, quais competências, quais preparações para governar. Substituir a meio do mandato o governo eleito e nada mais, ponto final, parágrafo, porque os ‘sabões’ sabiam tudo, de tudo.

Não quero fazer juízos valorizando ou desvalorizando o passado. Mas convém fazer comparações, porque já chega de se fazer crer que a minha bancarrota é muito melhor que a tua, sabendo que a situação do país está muito pior agora.

É preciso comparar as disponibilidades de colaboração de antes e depois, para se poder condenar agora, aquilo que se aplaudiu há dois anos. É preciso condenar agora o culto da miséria, tão condenada antes de existir como agora.

É fácil pensar que o superior interesse nacional de agora, é diferente e melhor, que o inferior interesse nacional de há dois anos, tendo em conta que os resultados nos convencem que os superiores são melhores que os inferiores.

Melhores são também as leituras que este governo faz da sua atuação e da atuação de todos os outros polos da política nacional, porque sabe ler melhor as suas letras miudinhas que as letras garrafais de todos os outros.  

Além disso, tem o privilégio de saber distinguir e valorizar sempre os efeitos positivos de tudo o que diz e faz e os efeitos negativos de tudo o que os outros dizem e fazem. Daí que não queira, nem precise, da colaboração de ninguém.

Contudo, na hora da aflição, eis que aí vai ele a caminho do pedido de ajuda e, sobretudo, proteção, ao ‘papá’ salvador que, na iminência de ter de usar a cabeça e pensar, lhe diz simplesmente que se desenrasque. Ou que se aguente.

E assim, depois do lanche que, tal como o do seu patrono, deve constar de torradas e chá, este, sobrou de ontem, mais logo dirá ao país que vai mesmo aguentar forte e feio, como convém a quem já deu o que tinha a dar.  

Todas estas danças e contra danças se desenrolam com a participação ativa de um trio. Trio que já foi mais que isso. Há dias o quarto elemento deu o fora. O quinto, que entretanto não foi para Marrocos, também não foi a Belém.

É neste contexto que o maestro sem braço direito vai fazer, mais logo, uma declaração afirmativa da sua força e do seu poder sobre todas as forças do mal que a sua nação ainda alimenta. Mas isso vai acabar, dirá. O trio vencerá.