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afonsonunes

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12 Abr, 2013

VERDINHO E MADURO

 

O Dr. Pedro e Manuel de Mamede dos Passos e Coelho, não para de nos surpreender em tudo o que faz de bom e de mau. Sobretudo no que já fez de bom, mas também no que continua a fazer nas suas tiradas de bom senso.

Talvez seja por isso que, com todo o respeito, o seu nome é quase sempre referido, mais ou menos, conforme o referi acima. Nome afidalgado, a cheirar a monarquia, muito comprido, com ‘e’, ‘de’ e ‘dos’ a ligar os seus nobres títulos.

Entre a populaça lá aparece um ou outro inculto que o trata só por Coelho, ou só por Passos. Muito mais raramente, também citado como Passitos. Gente que afirma a pés juntos que ele já fez tudo o que de mau havia para fazer.

Contrariando esta teoria absurda, basta lembrar que ainda agora resolveu, e bem, não mexer no governo mas, para calar as tais raras vozes, buliu no governo, delicadamente, como se toca numa flor: o seu delicado governo.

Conseguiu tirar um pequeno espinho de junto das flores, colocando no seu lugar, um político maduro, de uns quinze graus, e um outro político verdinho, que não terá mais que nove graus. Juntos, terão uma graduação equilibrada.

Até parece que estou a falar de vinhos. Se assim fosse, diria que o maduro viria da Venezuela e o verdinho teria descido do Alto Minho. Quanto à qualidade, se a tradição ainda for o que era, teremos a garantia de que não vem aí zurrapa.

O segredo do Dr. Pedro e Manuel de Mamede dos Passos e Coelho reside no facto de ter conseguido que o político maduro seja um Marquês de Guedes, enquanto o político verdinho é, sem dúvida, um visconde de Poiares e Maduro.

Há quem diga com toda a convicção, que o país anda com os copos. Sobretudo agora que Sócrates foi à Venezuela em busca de um Maduro muito especial. Até é capaz de o trazer, para ver se esquecemos os nossos verdascos.