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afonsonunes

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Passos e Gaspar estão absolutamente convencidos de que vão ganhar este campeonato. Por tanta fé nos seus méritos e métodos, o povo português tem de lhes tirar o chapéu. Mas, sobretudo, pela sua teimosia, quase casmurrice.

Quer se queira quer não, só se ganham campeonatos com jogadores obstinados na luta sem tréguas pela vitória em cada dia que passa, ainda que em muitos dos jogos ganhos, se dê muita canelada nos adversários.

Se as vitórias estiverem em risco elevado, pode mesmo haver um ou outro jogador que ultrapasse os limites do respeito devido ao espetáculo. Nesse caso, exige-se uma intervenção imediata do árbitro para que o jogo continue.

Este é o jogo em que Passos e Gaspar, ou Gaspar e Passos, estão a defrontar o país inteiro, com todos os vícios e virtudes dos grandes desafios em que a bola rola nos relvados. Aqui não há bolas. Há cabeças que também podem rolar.

Os dois jogadores têm os favores do árbitro o qual, pelos avisos já feitos aos adversários dos seus protegidos, deixa entender que é bem capaz de mostrar o cartão vermelho ao país, para ter o prazer de entregar as faixas aos seus ídolos.

Os dois jogadores e o árbitro até podem acabar por ganhar este campeonato e ostentar orgulhosamente as faixas que alguém já se encarregou de mandar confecionar. Contam até que a UEFA política virá a mudar as regras do jogo.

Nesse caso, não pode demorar muito essa decisão salvadora do espetáculo, da pele dos jogadores e do respeito devido ao árbitro. A continuar tudo na mesma, o estádio pode vir abaixo e os derrotados reduzirem as faixas a fanicos.

Depois, acabam-se os campeonatos e os jogadores, o próprio árbitro perde o apito e o estádio fica às moscas. Depois, que ninguém diga que o desporto devia ser uma escola de virtudes, pois alguém devia ter pensado nisso antes.

A UEFA da política anda a falsear as regras dos jogos. Os árbitros estão demasiado agarrados a um apito que já mal se ouve, enquanto os jogadores já usam e abusam de agressões brutais que põem adversários fora de combate.  

Passos, Gaspar e Cavaco, cada um no seu pedestal de paixões, verdades e razões, podem acabar por ganhar o campeonato e receber as faixas. Mas, vai sendo cada vez mais evidente, que não terão povo para lhes bater palmas.