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afonsonunes

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17 Abr, 2013

O PEC VII

 

Este dia de quarta-feira começou cedo para Passos e Seguro. Passos teve bem vivo na memória o célebre chumbo do PEC IV, quando viu chegar à sua frente o líder do PS, que não é o mesmo de então. Mas ambos lembraram esse chumbo.

Passos está agora entalado, tal como na altura entalou Sócrates. Seguro está agora acossado pelo seu partido, porque foi obrigado a quebrar a intenção de passar seco por entre os pingos de chuva gerados pelo seu antecessor.

Quem anda à chuva molha-se. E Seguro já está bem molhado, tanto dentro do partido como fora dele. Passos esqueceu-se de que quem com ferros mata, com ferros morre. E a vida de Passos já está presa pelo fio de uma espada.

Em boa verdade, estão agora ambos bem entalados. E ambos bem merecem o que lhes está a acontecer. Passos quis poder e saiu-lhe a maior das servidões. Seguro quis que o poder lhe caísse nas mãos sem lutar por ele, e já está refém.

No final da reunião de hoje, nada de novo terão para dizer aos portugueses, tal como nada de novo terão dito um ao outro. Mas, até pode ser que a imensa sede de poder de ambos, conduza a úteis reflexões de quem já manda neles.

Porque outras reuniões se seguiram nesta quarta-feira, em que tudo se terá discutido, mas nas quais nada se decidirá, apesar da louca pressa de todos os intervenientes verem o país de pantanas, mais do que já está.

Recusado que será o PEC VII por parte de Seguro, Passos inventará, ou reinventará, como agora diz quem não sabe, talvez um milagroso IIV CEP, ou seja, o contrário daquela nova versão do PEC VII. Certo é que, o que vier morre.

O PEC VII é a sétima avaliação e o IIV CEP é aquele, visto ao contrário. Depois destas reuniões, numa quarta-feira cheia de hipocrisias, de cá e da Colômbia, tudo continua como dantes. Ouvidas as partes, cada um que tire conclusões.