Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

afonsonunes

afonsonunes

 

Dizer que um é melhor que o outro não significa dizer que um é bom e o outro é mau. Até podem ser os dois maus e então eu diria que Seguro é menos mau que Passos. Tenho a sensação de que assim soa melhor ao ouvido.

O que não soa nada bem é ouvir dizer que ambos são bons. Nisso é que ninguém acredita. Mas ninguém mesmo. Até porque temos a prova evidente de que, pelo menos um, não presta para uma grande maioria dos portugueses.

Seguro é menos mau porque ainda não teve oportunidade para fazer aos portugueses as maldades, ou as barbaridades, que Passos já fez. Logo aí, Seguro está em vantagem. Além de que tem tentado ensinar-lhe umas coisas.

Inclusivamente, como se devem tratar os adversários, antes de vir pedir-lhes batatinhas. Ou como não se deve recusar tudo, para depois vir com ar de quem descobriu a pólvora, naquilo que lhe tinha sido proposto anteriormente.

Nestas coisas da política há quem distribua rótulos e panfletos sem olhar a que pode andar a baralhar as normas de consumo de um produto altamente inflamável. Mesmo que baste olhar para se verem os perigos.

O senhor dos passos em vão, que é o mesmo senhor dos passos inúteis, não há meio de acertas os passos com o povo que o escolheu. Depois de tantos passos no escuro descobriu, finalmente, que precisa de um seguro no trabalho.

Só que ainda não descobriu um bom mediador que lhe consiga esse seguro. Conclusão óbvia: o mau trabalho de Passos sem um Seguro, bom ou mau, não tem valor para os seus patrões, empregadores, conselheiros, patronos e juízes.

Nem será preciso pôr mais na carta para justificar o título destas linhas. Nem é preciso falar de Portas que se fecha, de Manuela que vasa o Leite, do Duarte que não foi a Lima, do Marcelo e da Constança, do Morais e do Mendes.

Tudo gente que não gosta do Seguro. Mas não podem dizer dele o que dizem diariamente do Passos. Simplesmente, porque o Seguro, mais que o Passos, gosta de jogar pelo seguro. Até demais. E não faz o jogo desastrado do Passos.

Mas Seguro não deixa de ter sonhos como Passos. Agora, por exemplo, quer um consenso à volta dele, mais ou menos como o consenso com que sonha o Passos. Que sonhos tão idiotas. A ir por aí, Seguro vai ficar só como o Passos.

Mas, Seguro acaba de cometer mais uma argolada. Depois de querer conquistar o reino por cima e a partir de Belém, quis agora unir o Rato à Lapa, depois de Passos querer caçar o Rato. Ambos têm muito mau acordar.

A grande diferença entre Passos e Seguro está, obviamente, nos sonhos de ambos. Os sonhos de Passos já morreram, enquanto os sonhos de Seguro ainda nem chegaram a nascer. É por isso que, em teoria, Seguro é melhor que Passos.