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afonsonunes

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24 Abr, 2013

ABRIL MISÉRIAS MIL

 

Hoje, dia 24 de Abril, bem pode tomar-se como o regresso a um passado que jamais se esperaria voltássemos a viver. Sobretudo todos aqueles, e são muitos milhares, que se viram subitamente mergulhados na mais aviltante miséria.

Nem quero pensar que responsáveis políticos e governantes se sintam de bem com a sua consciência no dia de hoje, se tiverem a coragem de meditar um minuto no contributo que têm dado para que o tempo tenha voltado para trás.

Mas, quero pensar que no dia de hoje há, com certeza, quem tenha mais vontade de comemorar, o que não vai comemorar no dia de amanhã. Neste dia 24, para esses, talvez fosse melhor mudar para hoje, o dia de feriado nacional. 

Amanhã, dia 25, também há quem não vá comemorar as festividades a que nunca havia faltado. Precisamente, porque sentem a revolta que lhes causaria sentarem-se ao lado da hipocrisia dos que ainda se sentem no 24.

E, pior que a presença dessa hipocrisia, seria uma dor de alma ouvir os seus discursos, cheios de palavras como progresso e democracia, quando todos os seus atos vão, cada vez mais, no sentido de atropelar tudo o que apregoa.

Depois, no dia seguinte, dia 26, também de Abril, vem aí mais uma machadada nas já periclitantes condições de vida da generalidade dos portugueses. Mais um daqueles devastadores conselhos de ministros. Para cortar, cortar, cortar.

Como tão rancorosamente têm afirmado até à exaustão, é para compensar os chumbos do Constitucional. Não houvera da parte dos cortantes tamanha hipocrisia e reconheceriam que é para compensar a sua vil e odiosa teimosia.

E é assim que vai acabar o mês de Abril, que já foi de sonhos e de esperanças. Alguém, de hoje e de ontem, tem contribuído para que apenas se sucedam as desilusões. Nunca, como agora, foram tão fortes, tão cortantes e tão amargas.  

PS: o conhecido democrata presidente de Oeiras está já a comemorar o 25 de Abril na PJ. Dizem que está detido. Nada disso: está a obter visto para ir com pulseira eletrónica para a sua querida câmara. Ou para a sua querida cama?