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afonsonunes

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27 Abr, 2013

A CARTA ANÓNIMA

 

Antes da carta de Maduro a Seguro, que não foi anónima, houve uma outra que deixou em estado crítico, alguns maduros do governo, principalmente, o seu chefe Coelho. Essa carta, sim, foi enviada com assinatura ilegível.

Logo, foi considerada anónima pelo abre cartas do governo. Especialmente depois de ter constatado que se tratava de um convite ao chefe do governo para estar presente, em permanência, em todo o congresso socialista.

Carta que levantou suspeitas, mesmo antes de ser aberta pelo abre cartas do governo. A carta não apresentava selo, pelo que vinha multada pelos correios. No interior podia ler-se no fim do texto: PS – Se Passos vier, Seguro não virá. 

Depois de averiguações preliminares, o abre cartas do governo concluiu que a assinatura ilegível era do porteiro do pavilhão do congresso. Passos logo se congratulou com o facto de não ter que dar troco ao seu inimigo declarado.

No entanto, ficou entusiasmado por poder excluir Seguro do congresso, onde pensaria que ia ser aclamado por unanimidade e aclamação. Passos deu ordens a Maduro, para que escrevesse ao porteiro, a confirmar a aceitação do convite.

No entanto, ocorreu um lamentável erro. A carta de Maduro foi recebida por Seguro e não pelo porteiro. Resultado: O porteiro foi obrigado a cancelar o convite a Passos. Assim, Seguro pôde ir para o congresso e escrever-lhe dali.

No fim de contas, para não gastar muito em selos, Seguro resolveu também incluir na carta para o abre cartas de Passos, uma resposta para Belém, certo de que lhe seria dada fotocópia, como manda o protocolo abre cartas/porteiro.

Desta troca de cartas retira-se a conclusão habitual de eventos realizados a todos os níveis. Por que carga de água se fez o congresso das cartas em Santa Maria da Feira, quando podia ter sido feito no centro postal de Cabo Ruivo.

Devido a estas relações institucionais perfeitas, a saúde da nossa democracia está a viver momentos de glória. Tem gente madura que não falha. Tem gente verde que pisa gente madura. E tem gente que não sabe lidar com cartas.