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afonsonunes

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03 Mai, 2013

CARAS E CAROS

 

Portuguesas e portugueses de primeira, de segunda e de terceira. Como é minha estrita obrigação, aqui estou eu a cumprir mais um ritual de comunicação ao país, agora, com um discurso globalizado, isto é, para todos.      

Contudo, não estranhem, por favor, que nem tudo o que eu disser, se vai aplicar a todos do mesmo modo. Obviamente que ser de primeira não é como ser de segunda ou de terceira. Sei que me compreendem muito bem.

Aliás, quanto aos de primeira, por norma, falo com eles a sós, como já o fiz hoje e voltarei a fazê-lo mais tarde, para não ficarem a pensar que estou a metê-los no mesmo saco que os restantes. No entanto, agora, vou falar para todos.

Prometo que desta vez é que vou mesmo dizer tudo. Se ainda o não tinha feito anteriormente é, simplesmente, porque ainda não tinha nada para vos dizer. Julgo, e julgo muito bem, que todas e todos sabem perfeitamente porquê.

Sim, porque eu não sou gago, nem tão pouco me encolho perante ninguém. Mesmo quando vou a Belém, à Torre, com ou sem o meu amigo Gaspar, como aconteceu hoje, que fui sozinho, ler estes papéis que vos vou ler agora.

Portanto, peço a vossa sempre acolhedora paciência, mas também a vossa sabedoria, para que me entendam como deve ser. Porque eu não sou difícil de entender. Mesmo quando me inspiro na Torre. Atenção, escutem-me.