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afonsonunes

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Ontem falou o maior mentiroso político da nossa história. Amanhã falará o maior ilusionista político de todos os tempos. Quando se mistura a mentira com a ilusão, não podemos esperar mais que a hipocrisia que nos arrasa.

E quando nos dizem que estamos hoje melhor que ontem, e quando há quem defenda isto que temos hoje, então só falta que quem se sente bem, se ponha ao lado de quem está mal, e partilhem tudo o que as duas partes têm.

Assim, os bem-falantes, o de ontem e o de amanhã, não precisariam de tanta ginástica mental viciada, do tipo de grava desgrava, para tentar justificar vigarices a quem sempre foi e será o que eles, falantes, nunca foram na vida.

O país tem muita gente séria que vai ficando com menos voz a cada dia que passa. Porque a voz vai ficando cada vez mais prisioneira dos falantes que não são sérios. E que já se consideram também os monopolistas da voz.

Mas esse monopólio, o da voz, é muito mais difícil de manobrar, mesmo com batota, que o monopólio do dinheiro. Porque o dinheiro, pensam eles, serve para comprar tudo e todos. Tudo, menos a consciência de quem é sério.   

Os portugueses, agora já não apenas os que normalmente estão no campo da contestação, se já andavam à espera de mais borrasca social, ouviram ontem as costumeiras parvoíces. Hoje, folgam. Mas, amanhã, vão ter mais.