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afonsonunes

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09 Mai, 2013

À VOLTA DO PACOTE

 

Há quanto tempo os portugueses andam envoltos em discussões mais ou menos complexas, e por vezes ridículas, senão mesmo estúpidas, por causa de pacotes que nos apresentam quase diariamente, com rótulos de embrulhos.

Alguns desses pacotes, ou embrulhos, são apresentados como autênticas bombas relógio mas, quando se abrem, se é que chegam a ser abertos, vemos que não passavam de suspiros de bombistas carnavalescos fora de época.

Com a curiosidade desses bombistas sem currículo, mas que ostentam bons ‘curridículos’ na área do bombardeamento verbal, estarem já bem camuflados, em fila de espera, em tudo o que cheira ao estado, à espera de ser privatizado.

Felizmente que ainda temos no país alguns portugueses que detestam ver pacotes mal-amanhados, com rótulos falsos, conteúdos falsificados e, acima de tudo, presos por fios de lã podre. Depois, ao pegar-se-lhes, rebentam.   

Agora estão na moda os pacotes destinados aos reformados. Por enquanto ainda não apareceu nenhum pacote que defina a sua privatização. Mas os pacotes Portas são muito interessantes pela sua hipócrita singeleza.

A primeira versão do pacote conduziu à irredutibilidade da sua aceitação, por ultrapassar a fronteira da justiça social nas pensões. Logo, taxa, não. A segunda versão, com taxa mais gravosa, já é aceitável. Logo, redução nas reformas, sim.

Entretanto, vamos aguardando que venha outra versão desse pacote, para ficarmos a saber quem é que o dá e quem é que o leva. Pois, isto de pacotes, já vai dando para que os portugueses estejam fartos de ser empacotados.

Ao que eles dizem, os empacotadores, quando falarem em mais pacotes, já terão acertado que abdicarão de querer vender cada um o seu pacote, para que todos promovam, o mesmo pacote. Resta saber de quem será esse.