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afonsonunes

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12 Mai, 2013

ATÉ TU, ABREU?

 

Sim, tu, Abreu, o dileto companheiro do Montenegro, ambos sempre na primeira linha de fogo defensivo e ofensivo em prol de todas as campanhas, boas ou más, desde que o sistema, o vosso sistema, fosse sempre reforçado.

Tu, Abreu, com essas costas largas de quem tem arcaboiço para todas as lutas, resolveste transformar a tua linha de fogo numa cilada aos teus amigos, Montenegro incluído, virando as costas largas ao inimigo e a seguir disparar.

Certamente que os teus amigos, o Montenegro incluído, já terão clamado a sua indignação, classificando os teus disparos, como abominável fogo de amigo. Custa a crer, mas deve andar por aí a mão de outros amigos, agora inimigos.    

Não sendo surpreendente, dado que o seu número cresce a cada momento, revela bem como as amizades são efémeras e as verdades não passam de pantominices, quando Gaia se transforma na coisa mais importante da vida.

Fico à espera para ver se aquela bancada onde tanto se ululou até há tão poucos dias, começa agora a perceber melhor que há mais que uma verdade na política e há momentos em que, ulular sem pensar, só semeia a confusão.

Aliás, não é só na política que há mais que uma verdade. Em tudo na vida, há verdades que mudam de campo de hora a hora. Como há verdades que só se conhecem, depois de haver mentiras que, subitamente, se desmascaram.

É caso para te perguntar, Abreu, onde está o teu? Obviamente, o teu ideal, que fica agora um tanto nebuloso. Talvez por causa da neblina que o Douro te põe em frente dos olhos. Pois é, Amorim, é assim que muita gente chega ao fim.