Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

afonsonunes

afonsonunes

13 Mai, 2013

O ÚLTIMO-MINISTRO

 

Está agora mais que evidente que já não temos primeiro-ministro. O que tínhamos, foi definitivamente despromovido a último-ministro. Tudo, porque já não há palavra que lhe saia da boca que leve o país a acreditar nela.

‘Não há nenhuma divergência no governo’, assegura o primeiro-mentiroso. Portas, o vice último-ministro e vice primeiro-mentiroso, certamente que não é da mesma opinião, a crer nas palavras de limas e almeidas dos bons cristãos.

Realmente, este governo já está em limpezas de fim de estação, prestes a fechar as portas, com a certeza, porém, de que as limpezas a decorrer, vão deixar o país mais sujo do que nunca esteve na sua longa e sofrida história.

Principalmente, porque o primeiro-protetor do último-ministro e dos seus ascendentes, se entretém a ouvir conselheiros sobre o que virá, sem garantir o que está, para que possamos lá chegar pois, assim, não chegamos mesmo lá.  

Aliás, essa é a convicção de muitos dos conselheiros do primeiro-protetor. Que não vão dar conselhos sobre essa realidade, mas sobre a fantasia do que sonhamos ser, depois de nos terem cortado a capacidade de sobreviver.

No meio deste cataclismo social, para que precisamos nós de um primeiro-protetor, se o seu protegido já deu o que tinha a dar. Para que precisamos nós de um último-ministro, se o primeiro já deu o berro há muito tempo.

Nós, portugueses, só precisamos de ter a coragem de gritar alto e bom som para que nos oiçam lá ao longe, que não queremos ser resgatados mortos, nem queremos ter primeiros, nem últimos destes, mas apenas estar no nosso meio.

Senão, qualquer dia, já nem precisamos do Benfica e do Porto para nos dar vida e nos dar aquela vontade de lutar para que haja primeiros e últimos. E, porque não, aquelas sarrafadas dentro e fora das quatro linhas. Mas sempre na linha.

Infelizmente, com protetores dos malfeitores e ministros, do primeiro ao último, a destruir tudo o que ainda temos, não é de esperar outra coisa que não seja o fim dos jogos florais entre o PC e o LFV. É uma perda irreparável.

Não adianta que nos brindem com convocatórias de conselheiros que vão falar muito, durante muitas horas, mas depois, tudo como dantes. Até há primeiros- conselheiros que sabem tudo e últimos-conselheiros que não sabem nada.