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afonsonunes

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15 Mai, 2013

CORTES SÉRIOS

 

 

Os cortes já feitos e os cortes que se adivinham nos tempos imediatos, foram tudo o que há de mais brutal, mas de sérios não tiveram nada. Reconhece-se que tem de haver cortes, mas sabe-se que eles não são feitos onde devia ser.

O Provedor de Justiça, o constitucionalista Dr. Jorge Miranda e o Dr. Silva Lopes, já levantaram umas pontinhas do véu dos lapsos dos iluminados que dirigem os destinos do país, quais vesgos que só veem a sua obstinação.

Não vou repetir o que disseram, pois isso é público. Direi apenas que é preciso ter respeito por quem trabalhou uma vida inteira e descontou tudo o que lhe foi exigido para ter reforma ou pensão. O retorno dos descontos que fez.

Bem diferente é o caso dos pensionistas e reformados que trabalharam muito pouco, ou nada, durante muito pouco, ou nenhum tempo, e foram-lhes atribuídos balúrdios que saem do montante de quem trabalhou e descontou.

E são bem conhecidos esses casos que deviam fazer corar de vergonha, não só os seus beneficiários, mas todos aqueles que tiram o pão da boca de quem injustamente se vê atirado para a sargeta da sociedade.

Cortem nas despesas da Presidência da República, da Assembleia da República, do governo, dos partidos e dos muitos organismos parasitas. Cortem no pessoal que entrou pela porta do cavalo, fazendo dela, agora, porta de saída.     

Cortem em tudo o que está a mais. Por exemplo, os gastos dos que tudo querem, em prejuízo dos que em tudo são roubados. Reformas e pensões com teto máximo e mínimo para todos, sem exceção. E com toda a urgência.

O desemprego é um escândalo nacional. Mas, inacreditavelmente, há quem tenha vários empregos e várias reformas. Às escondidas ou à vista de toda a gente. Haja só uma reforma ou pensão, ou só um emprego para cada pessoa.

Ilegal? Injusto? Descabido? Nada o é mais que negar o direito ao trabalho, à saúde, à habitação, ao sustento próprio e dos seus. A vida de muita gente está um inferno. Há conhecidos que são responsáveis. Cortem em si mesmos. E já.