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afonsonunes

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18 Mai, 2013

INSANIDADES MENTAIS

 

 

A primeira insanidade que me veio à cabeça foi a revelação de que, no dizer de um conhecido comentador político, ‘tudo é melhor que isto’. A minha dúvida é saber qual será razão dos que dizem que tudo é pior que isto.

A insanidade mental estará, penso eu, do lado de quem formula a segunda hipótese. Depois de se ter batido no fundo, só alguém que está mesmo muito acima da realidade e não vê a asfixia da sociedade, pode acreditar no que diz.

No meu espírito ressalta mais uma dúvida difícil de acomodar. Se quem roubou milhões ao estado, com negócios negros, terá a mente sã ou se, quem não obriga à devolução dos roubos será, mais ou menos insano mental que aqueles.

Mais que um alto responsável, se referiu às divergências na coligação governamental, afirmando que ela não deve passar para o país, a ideia de que está insegura. Ora aí está um verdadeiro sintoma de insanidade mental.

Se dissessem que a coligação não deve estar insegura, resolvendo as suas divergências de forma limpa e transparente, tudo bem. Saudável. Dizer que se deve fingir que está tudo bem, quando tudo está mal, é mesmo doença mental.

Os mais altos representantes do país, gostam muito de falar em moderação. Dizem-se felizes por verem no novo patriarca de Lisboa um bispo culto e moderado. Para eles, moderado é quem não os critica. Mas este tem criticado.

O governo anunciou a avaliação de juízes e procuradores com base no critério de valorar atributos como, bom senso, honestidade intelectual e ética. Tudo bem. Mas quem são os avaliadores? Óbvio, os comissários do governo.

Comissários que diariamente nos mostram como vai a sua sanidade mental. Com um sentido muito peculiar dos seus próprios requisitos para julgar os requisitos dos outros. Aliás, iguaizinhos aos de alguns dos seus superiores.

Enfim, mais me valera ter perdido o meu tempo a falar, precisamente, do tempo. Que está feio, triste, desagradável, agreste, impróprio para a época. Já ouvi dizer que o tempo está como o resto. E a nós, o que nos resta?

 

 

 

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