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afonsonunes

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Tem-se falado e escrito muito sobre um novo orçamento retificativo. Aquele de que dizem que ainda não tem cortes, o que me leva a pensar que se trata de um orçamento sem feridas e talvez até de um orçamento virgem.

Só não percebo por que deve o governo, que já tem tanta dor de cabeça, ter de andar, volta não volta, com tantas preocupações orçamentais. Temos verificado que os orçamentos, todos eles, não têm qualquer utilidade.

A menos que se entenda que é um benefício, e não um dano, pôr os olhos e a voz de Vítor Gaspar naquele estado. Pelo menos no estado em que me parece que ele os tem. Porque eu entendo que em primeiro lugar está a saúde.

Ora, reconhece-se que os olhos e a garganta são fundamentais para uma vida saudável. Principalmente, para um ministro que tem de ter vistas largas e conversas rápidas, faculdades que tanto tem mostrado lá fora.

Evidentemente que tais faculdades, muito têm contribuído no sentido do acerto combinado dos orçamentos que, uma vez aprovados, começam logo a servir de base ao próximo. Um autêntico desperdício em todos os sentidos.

Se a visão e a voz de Vítor Gaspar já revelam algum desgaste bem visível, a audição interior é praticamente nula. Em contrapartida, a audição exterior ainda é perfeita. Até porque tem um mestre alemão impecável a testá-lo.

Ao que parece, aproxima-se o momento decisivo do fortalecimento das suas convergências. O mestre alemão vai entregar-lhe massa consistente para tapar buracos, embora com uma condição que me parece bastante razoável.

Vem a massa, tapam-se uns buraquinhos, mas acaba-se com essa trabalheira de andar a fazer orçamentos a toda a hora. Principalmente, os retificativos. Está bem de ver que nem as faculdades se retificam com tais orçamentos.

Assim, depois de uma análise ponderada das circunstâncias de aplicação da massa consistente nestes buracos plenos de especificidades, sou de parecer que se deve optar por elaborar, a olho e a dedo, um governo retificativo.