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afonsonunes

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29 Mai, 2013

DO BOM PARA O MAU

 

Portugal apresenta indicadores de vária ordem que não ficam atrás de muitos países, alguns dos quais nos colocam no topo, ou quase, dos que se salientam pela positiva. Segundo as notícias desse género, até parece que é de agora. 

Saliento em primeiro lugar o êxito dos nossos investigadores e os prémios com que têm sido distinguidos. Porque, se é verdade que os prémios são de agora, o mérito vem muito de trás, com os apoios e incentivos que só agora dão frutos.

Frutos, que não tardarão a esmagar-se no chão da asfixia em que os galardoados começam a ficar, pois é bem sabido que não se podem fazer omeletes sem ovos. Toda a gente sabe isso, menos os atuais responsáveis.

Também na saúde, o país apresenta indicadores de nível bastante aceitável, em todo o universo dos beneficiários do Serviço Nacional de Saúde. Só quem não quer ver, contesta essa realidade. Mas, não nos iludam com a sua origem.

A continuar com a situação atual e com o horizonte negro que já se vislumbra, não é difícil prever que os indicadores dos próximos anos sejam bem diferentes, mas para pior. Basta pensar nos doentes que não podem tratar-se.

Portugal apresenta hoje, níveis de modernidade em muitos aspetos, em comparação com o que de melhor há lá fora. Mas esses níveis não são fruto dos últimos dois anos.

Muitos são os campos em que houve um retrocesso que nos vai sair muito caro. Gastou-se muito dinheiro que devia estar a dar frutos e, com a sua suspensão, ou com a sua pura e simples eliminação, foi dinheiro deitado à rua.

Em muitos casos, por caprichos mesquinhos, noutros, com o fim de voltar a gastar mais dinheiro em outros interesses. Nem é preciso pensar muito para os identificar. Portugal, está a substituir o que resta de bom, pelo mau que aí está.