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afonsonunes

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Penso que no nosso país, a religião não está virada para vacas logo, não vejo que se possa admitir que haja algumas sagradas. Em termos de política, chamar vacas a homens, parece-me completamente desajustado a uma mente sã.

Tanto mais que, no meu entender, já nada se pode considerar sagrado em política, se é que alguma vez o foi. Mas, os políticos, têm vindo a ganhar o estatuto de franganotes de aviário, dada a sua rápida ascensão e curta vida.  

Esta diferença entre vacas sagradas e franganotes de aviário, só tem ponta por onde se lhe pegue, porque se veem e ouvem com muita frequência os franganotes armados em censores do que dizem as suas, deles, vacas sagradas.

Como se um franganote, e de aviário, tivesse consistência para dizer a uma vaca, sagrada ou não, o que ela deve dizer ou pensar. Basta atentar na corpulência de ambos, indicador precioso do tamanho dos seus cérebros.

Custa-me especialmente ver como certos franganotes de aviário se querem distinguir da vaca fria da vulgaridade, através da pretensão de que destroem as sábias vacas que conquistaram posições fora do alcance de pobres franganotes.

Franganotes que gostam de se ver enfeitados com penas de pavão. Como se o pavoneio lhes fosse aumentar o que têm debaixo das cristas desmaiadas. Claro que, por falta de dimensão, em tudo, nunca vão poder chegar a vacas sagradas.