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afonsonunes

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08 Jun, 2013

O BÓNUS

 

Todo o reconhecimento é pouco para presentear quem nos obsequeia com tudo o que temos de bom. É o caso da política e dos políticos que temos. Por outro lado, está na berra dar e receber bónus, com ou sem a propósito.  

Já que não se vislumbra no horizonte político europeu, a justa compensação do trabalho genial do governo de Passos e companhia, está em marcha, lenta, é verdade, mas já vem aí o merecido bónus, concedido apenas a nível interno.

Lá de fora, por enquanto, têm vindo muitos e bons elogios de quem precisa de se elogiar a si próprio. Mas isso não chega. É preciso qualquer coisa de palpável. Qualquer coisa que se saboreie com gosto. Precisamente, um bónus.

Gosto para bem saborear, é coisa que não falta a este governo. De Passos a Portas, passando por Gaspar, tudo tem o seu sabor. O sabor e o saber deles. O país não está em condições de prescindir deles. Daí, o prémio. O bónus.

Bónus que é constituído pela benemérita concessão de um mandato extra a este governo, por se ter reconhecido que este seu trabalho hercúleo precisa de um complemento de tempo para que todos os portugueses possam ir andando.

Para onde, toda a gente sabe. Lembra-nos hoje o PM que o seu programa pressupunha já, um segundo mandato. Pois bem, concedido, desde já, como bónus. Uma espécie de campanha promocional de dois em um. Bem merecido.

Eu até iria mais longe, mas não sou eu que mando. No entanto, pode ser que alguém aproveite a minha ideia. Dada a fertilidade deste meio mandato, dava-lhe mais cinco meios mandatos. Ou seja, mais dez anos, sem tirar nem pôr. 

Que ninguém venha dizer que isso é inconstitucional, que é preciso eleições e outras tretas do género. Tenho a certeza de que, se ele diz que precisa de um segundo mandato, ou mais, vai tê-lo. Venha ele de Berlim ou de Belém.