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afonsonunes

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13 Jun, 2013

FMI FORA DAQUI

 

Como as coisas mudam. Ainda há dois anos não havia outra solução para o país que não fosse a vinda do FMI. Agora, o FMI transformou-se numa peste que é preciso erradicar da troika e, consequentemente, do país.

Razão tinha, e tem, a Espanha que, tão pressionada como foi Portugal, sabemos por quem, não permitiu a sua entrada no país. E teve tudo a ganhar com a sua luta pela independência e pela fuga ao assalto da usura.

Nestes dois últimos anos houve duas inevitabilidades. Merkel e o FMI. Duas linhas vermelhas que não se podiam ultrapassar. Porque o FMI foi o dinheiro vivo. E Merkel, para nós, portugueses, fazia viver o dinheiro.

Algo de novo está a acontecer. Afinal os fiéis devotos dessas fontes de dinheiro já começam a bradar contra o que têm sido os seus mais diletos princípios: Quem empresta o dinheiro não pode ser contestado.

Mas a verdade é que já começa a ser contestado. E as contestações já começam a refletir mudanças de aconselhamento. Já se vai ao senhor Durão e vai-se menos à senhora Merkel. O que me cheira a meter cunhas.

Mas, o senhor Durão parece estar cada vez menos em condições de valer aos amigos, pois a tendência é para que nem os nossos santinhos populares possam fazer muito por ele. É dos fumos das sardinhas assadas.

Com muitos ou poucos fumos, a verdade é que os ‘fora daqui’ vão fazendo o seu caminho, tanto em relação ao famigerado FMI, como em relação a outros indesejados que abundam lá fora e por cá também.