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afonsonunes

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O meu estilo não é propriamente fazer perguntas tolas. Principalmente, nos títulos das minhas deambulações ao mundo das parvoíces. Mesmo sabendo que perguntar não ofende, há perguntas que só dão para rir.

Em lugar de perguntar podia, por exemplo, afirmar: o governo começa a aprender alguma coisa. Mais vale tarde que nunca, embora comece a faltar tempo para se redimir de todos os erros que já cometeu.

Entro pelo campo da educação. O governo recebeu agora uma grande lição dos professores. É caso para dizer que o governo foi às aulas, entrando na sala como aluno reguila, disposto a armar em professor.

O resultado foi o que já é conhecido. O aluno governo, depois de muito esbracejar, acabou por se sentar na carteira e esconder a cabeça entre as mãos, vergado à vergonha de não ter estudado nada da lição.

Prossigo com outra pergunta bem tola: Será que os restaurantes fecham por causa do IVA ter passado para 23%? Eu preferia afirmar que muitos restaurantes fecham porque não há clientela para todos.

Porque a clientela de muitos deles, não tem agora dinheiro para pagar as batatas fritas, quanto mais as febras grelhadas. Mais, o IVA que o cliente pagava, ficava na gaveta, pois nem os 13% chegavam ao fisco.

Foi um erro colossal ter mudado o IVA na restauração. Ajuizado teria sido promover que todos entregassem ao estado o que cobravam. Ainda agora, apesar das tretas das faturas, continuam as ‘consultas de mesa’.

Portanto, a roubalheira continua por aí em muitos lamurientos que não percebem que quem paga o IVA não são eles. São os clientes. Que não deixam de lá ir pela diferença. Não vão lá porque têm a carteira vazia.  

É preciso que o governo, de uma vez por todas, aprenda alguma coisa das grandes coisas que fazem a vida das pessoas. O governo precisa de bons professores que lhe vão dando umas boas lições práticas da vida da gente.

Podia fazer muitas mais perguntas tolas. Mas para quê? Deixo isso a quem tem muito mais jeito que eu. E, certamente, muito mais competente para dar lições com pontos de interrogação. Por mim, prefiro a exclamação!...