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afonsonunes

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Nem sempre as vitórias se transformam em resultados compensadores para o futuro. Passos acaba de obter uma vitória em toda a linha sobre Portas, embora este tenha sido o grande beneficiário do confronto.

É evidente que esta coisa de vitórias e derrotas tem sempre muito que se lhe diga. A grande vitória de Passos foi, sem dúvida, ter-se livrado de batatas escaldantes que tinha entre mãos e que nunca conseguiria largar.

Como exemplo, a reforma do estado. Agora, Portas que se desenrasque. Como terá também de engendrar maneira de pôr a economia a crescer, ou convencer a troika de que não é um Vítor Gaspar de olhos baixos. 

Portas ganhou mais responsabilidades, melhor, ganhou a responsabilidade de gerir o que está ingerível. Ganhou uma subida de posto, uma promoção, que bem pode custar-lhe a manhosa carreira que tem feito.

Portas ganhou a guerra das pastas, mandando Álvaro Pereira de volta ao Canadá, colocando-se acima de Maria Luís e metendo um empresário seu, no campo que mais desejava. Tudo isso sob o seu rigoroso controlo.

É verdade que os prováveis insucessos de Portas, serão também insucessos de Passos mas, para eles, muito importante, é o resultado. Que vai servir de bandeira na hegemonia da direita em campanhas eleitorais.

Até aqui, Portas jogava à defesa. Agora tem de jogar ao ataque e as táticas ofensivas requerem uma imaginação e uma criatividade que ele até pode ter. Mas, a defesa de Passos é muito ardilosa e também muito faltosa.  

Este jogo feio e mal-intencionado chegou ao intervalo com Passos a vencer claramente o seu parceiro. Tudo indica que Portas, na segunda parte, vai arriscar demais no ataque para ver se salva a face.

Ambos, Passos e Portas, sabem perfeitamente que o campo está demasiado enlameado para poderem oferecer um jogo limpo. Mas isso também já ninguém espera. Ah!... Resta saber o que vai fazer o árbitro.