Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

afonsonunes

afonsonunes

08 Jul, 2013

O PRIMEIRO MILAGRE

 

Obviamente que estou a referir-me a um milagre político da maior importância que aconteceu antes da missa ontem celebrada no Mosteiro dos Jerónimos pelo novo Cardeal Patriarca de Lisboa.

Há muito tempo que Cavaco, Passos e Portas não conheciam o prazer de umas palminhas encorajadoras. Portanto, tiveram uma ótima ideia em ir a uma missa que já se previa ser muito especial. E foi, sem dúvida.

Tal facto coloca-me a hipótese de se tratar de um milagre político de D. Manuel Clemente, precisamente, quando inicia o seu patriarcado. Trata-se de um acontecimento completamente imprevisível. Um autêntico milagre.

Milagre que fez com que o estado e a igreja, guiados por uma luz inspiradora vinda do norte, conquistassem Lisboa, ressuscitassem governantes e transformassem duras vaias, em palminhas consoladoras.

Milagre que conseguiu retirar o país da beira do precipício já irreversível, colocando-o no caminho seguro da salvação. Tudo porque os sulistas aceitaram reconhecidamente submeter-se ao exemplo dos nortenhos.

Aliás, um problema de consciência da presidência e do governo, levou-os até esta missa. Uma questão de fé. A esperança de um milagre. No norte, D. Manuel nunca tivera tantos e tão ilustres fiéis juntos na sua missa.   

Acredito piamente que todos sejam fiéis, embora tenha as minhas dúvidas em relação à sua fé em quê, ou em quem. Gostaria, no entanto, de ver sempre, estes mesmos fiéis, na missa dominical das suas paróquias.

Não seria necessário que comungassem sempre, como fazem as beatas de todas as missas. Bastaria que se curvassem perante o altar e meditassem nas frequentes declarações do Papa Francisco e de D. Manuel Clemente.

Apetecia-me perguntar por onde andariam os pobres que não estiveram nestas missas, apesar de tão lembrados pelo Papa e pelo Patriarca. Este, no seu regionalismo puro, por lapso, omitiu o exemplo do papa do norte.