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afonsonunes

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Desta vez não tenho nada de novo para colocar aqui, pois o que eu sei, ou o que eu adivinhei, já toda a gente o comentou. Uns com um certo sentido de humor, outros com aquela raivinha de quem pede o que nunca recebe.

Não será segredo para ninguém, dizer que Cavaco não dá cavaco a toda a gente. Melhor: Cavaco dá sempre cavaco aos seus. Portanto, quem não compreender esta cena, bem pode sair de cena definitivamente. 

Sabendo-se que quem dá, só dá a quem quer, mais vale que quem julga que teria direito a receber, se afaste para não incomodar quem não gosta de dar aos que precisam. Aos que precisam de ter juízo, obviamente.

Quando me disseram que Cavaco iria falar às oito, logo me assaltou a ideia de que o grande prejudicado era o meu jantar. Já eram dois a mastigar em tão pouca comida. E, pior ainda, comida tão mole para se dar ao dente.

Depois, Cavaco passou o seu repasto para as oito e meia. Fiquei satisfeito, pois assim, eu não teria de adiar o meu jantar e podia, a seguir, apreciar a mastigação intercalada pelo copo de água do imperdível mastigador.

Portanto, assim está bem. A minha digestão nem sequer será prejudicada, pois a cena a que vou assistir será calma e serena, como se fosse a assistir a uma reposição de outras cenas que já conhecemos de ginjeira.

Como habitualmente, lá virão os recados que vão garantir que se troque a solidão pela solidez e se prefira a abrangência, aos grupinhos, quer de amigos, quer de inimigos. Até porque no passado domingo foram à missa.

Não é que eu espere que todos, amigos e inimigos, vão passar a trocar calorosas saudações. Mas Cavaco, com o seu infindável poder de conciliação, dirá muito claramente como todos se devem comportar.

Quanto ao seu próprio comportamento, como já disse que assim está tudo bem, deixa implícito que é uma atitude irrevogável de bom senso e uma certeza infalível de que o país, finalmente, encontrou o seu rumo.

Portanto, repito, assim está tudo bem. Mas sempre vou avisando que quem não se sentir confortável neste bem-estar, tem de seguir o inevitável e irrevogável caminho de um inferno mais favorável que este.   

Agora, o adiamento da hora permite que a maioria dos portugueses faça o seu jantar ainda descontraído. E permite que a minoria possa comemorar a sua vitória, a hora decente, mesmo depois de ouvir uns chatos recados.