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afonsonunes

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13 Jul, 2013

ATÉ TU, CATROGA?

 

 

Este homem, agora bem iluminado e a dar luz com fartura aos chinocas, foi o introdutor do programa do PSD no memorando de entendimento com a troika. Que o PS foi forçado a subscrever, como hoje já é sabido.

Catroga fala hoje como se não tivesse nada a ver com tudo o que envolveram as negociações de então e suas consequências. Apesar de todas as maldades que lhe acrescentaram Passos e Portas.

Sem esquecer o importante e comprometedor comportamento de Cavaco em todo o processo, antes e depois da negociação e aplicação do memorando, com visível e indisfarçável perseguição ao PS e a Sócrates.

Apetece comparar hoje o que diz Catroga, Moreira da Silva, Luís Montenegro, Aguiar Branco, do PSD, com outras figuras do partido, como Mota Amaral, Ferreira Leite, António Capucho ou Santana Lopes.

Evidentemente que do lado do PS nem tudo é claro e transparente. Também há vozes dissonantes. Mas o PS não está no governo. O PS quer ir para o governo. Faz muito mal. Quem o tirou de lá que se desenrasque.

Há muito quem encha a boca com o interesse nacional, sem saber o que isso é. Ou confundindo-o com o interesse pessoal. Os partidos mais à esquerda, estão tão radicais como os de direita. Estão todos radicalizados. Todos julgam poder impor as suas regras, obviamente contraditórias, a um PS que nem sempre sabe juntar-se ou afastar-se, de uns e de outros, em momentos decisivos. Mas todos querem dizer ao PS o que deve fazer.

Que cada partido diga claramente ao que anda e o que quer, nada de mais natural. Cumpram os seus programas, mas deixem que os outros cumpram os seus. E era bom que o presidente também cumprisse o seu.

Também me parece que seria extremamente útil que todos os amigos do Catroga e todos os inimigos do Catroga, quase todos ex-governantes, se detivessem um simples momento a pensar no que fizeram no seu tempo.

Se eu tivesse só um pouquinho de confiança com eles, dir-lhes-ia apenas: meus caros, tenham juízo, porque enquanto vós não o tiverdes, muito dificilmente muitos portugueses o terão. E há muita falta de juízo no país.

Com a agravante de que, tendo, como temos, um governo em que já não voltaremos a creditar, por mais voltas que ele queira dar, ou que lhe queira dar, quem dá cambalhotas consecutivas. O povo não as dá.