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afonsonunes

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Um bom compromisso seria aquele que a generalidade dos portugueses firmaria sem qualquer espécie de reservas, com qualquer partido, com qualquer governo e com qualquer presidente da república.

Mas, a generalidade dos portugueses, que hoje são todos aqueles que já não vão em conversas de embalar meninos, sabe perfeitamente que os pilares que lhe oferecem são mais frágeis que troncos de árvores podres.

Até podia fazer-se um bom compromisso sem pilares. Desde logo, começando por limpar da mente dos negociadores, essa ideia de que têm de segurar pilares, quando deviam ser eles próprios a criar bases.

Bases de um compromisso de verdades e não de necessidades de salvar aparências, ou ganhar vantagens, entalando quem faça concorrência. Isso só se consegue com negociadores sérios, dispostos a compromissos sérios.

O país precisa de separar o que é real do que é fictício. Precisa de pôr de lado pessoas que não prestam, estejam elas nos partidos, no governo ou nas oposições sendo, que pôr de lado, não é eliminar. É dispensar.

Para as grandes decisões inadiáveis, há que chamar gente séria para as discutir e aprovar, deixando os contestatários que vivem de ilusões, bem como os interesseiros que só olham para o seu umbigo, a falar sozinhos.    

Um bom compromisso tem de ser firmado com os eleitores, ou seja, com os portugueses. Que não podem ser chamados só de quatro em quatro anos a fazer as suas escolhas, aconteça o que acontecer entretanto.

Principalmente, quando são aqueles portugueses que não contam para nada, os únicos a pagar os desvarios que são feitos nas suas costas, com base em falsos pilares, em erros de palmatória e em mentiras de má-fé.

São precisas bases sólidas de vida para todos os portugueses, para todos os dias do ano, para todos os anos e não uns pilares que durem uma semana a fazer, com a certeza de que vão ruir na semana a seguir.

Porque há no país uma intensão permanente por parte de construtores de pilares de barro, não de cimentar segurança para todos, mas sim de destruir sistematicamente quem possa fazer-lhes sombra. Assim, não.