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afonsonunes

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Mesmo quando se trata de um ser moribundo é muito importante que lhe seja garantida estabilidade. Nada pior que tentar uma reanimação ou uma inversão da doença que ponha em risco essa tão preciosa estabilidade.

Esta é a teoria da melhor solução proposta por um ser vivo saudável, mas instável, que receia terminar com a estabilidade do moribundo que está dependente de uma de muitas decisões que lhe dizem dever ser tomada.

O vivo instável mostra assim que não há nada pior que a sua própria instabilidade. Que não deve ser transmitida a outrem por decisão sua. Prefere que seja o que Deus quiser, a determinar o futuro do moribundo.

São muitas as reações à estabilidade do moribundo e à instabilidade do seu protetor. Reações em ‘camara lenta’, pois as palavras tiveram de ser bem escolhidas, ponderadas e pronunciadas com toda a adequação.

O moribundo reagiu como se ainda estivesse bem vivo, garantindo até insuflar toda a sua estabilidade no portador de toda a instabilidade. Por fora, o país agita-se, reage mal, mas tudo indica que ainda aguenta.

Os do costume, depressa transformaram os seus medos de instabilidade, em apelos para que se preserve o menor dos males. Ou seja, a manutenção do moribundo nesse estado estável que há dias não queriam.

No fim de contas, o causador do foco de instabilidade está agora a recuperar alguma estabilidade para anunciar amanhã, que o moribundo estável, depois de criteriosa cirurgia estética, é o moribundo recuperado.