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afonsonunes

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23 Jul, 2013

SURPRESAS?

 

 

A avaliar pelas acaloradas intervenções de apoio, por parte de alguns comentadores profissionais da ala nobre da nossa praça, ao novo elenco governamental, saiu agora a sorte grande ao país e aos portugueses.

Obviamente que tal não poderia ter acontecido, se não houvesse umas surpresazinhas que dão aquele abanão na rotina da descrença reinante. Não é com certeza a saída do homem das festas, o conhecido Álvaro. 

Até acredito que todos os que entram são ‘porreirinhos’, assim como todos os que ganham ou perdem funções. Por aí, nada de surpreendente. Mas, como sou um tanto exigente, tenho de confessar que esperava mais.

Uma vez que foram buscar um homem da SLN/BPN para ministro dos Negócios Estrangeiros, era da mais elementar justiça que viesse o colega que se encontra em Cabo Verde para ministro dos negócios nacionais.

Machete é muito bem-vindo ao governo que não pode falhar, mas corre esse risco pelo facto de não se terem lembrado que, em nome da credibilidade, carece de um nome forte, como Loureiro ou mesmo Dias.

Mas, por outro lado, temos a novidade de uma inversão de comandos, com o vice a comandar os seus anseios de força, acima de quem o queria subjugar, criando um bloco CDS que sai do controlo do primeiro-ministro.

Não é novidade nenhuma que o PSD vai comandar o bloco das finanças, resguardando-o dos apetites do CDS em avançar por esses domínios. Isto, não são surpresas. São apetites que ficam a fazer crescer água nas bocas.

Surpresa, surpresa, é a novidade de o PSD ter, finalmente, aprendido que não pode hostilizar quem tão bem o tem estimulado. Desde logo, a percorrer um caminho que começa a delinear-se com alguma clareza.

Pensar no futuro. Prova-se que o PS não serve para governar, mas para ensinar. É o caso da substituição progressivamente aceite, da austeridade, pelo crescimento, da política do caos, pelo realismo da vida das pessoas.