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afonsonunes

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24 Jul, 2013

DEPOIS DO CAGAÇO

 

 

Bem poderia dizer, depois do susto, e evitar esta terminologia meio séria, meio irónica, mas cem por cento adequada aos momentos de aflição por que passaram os, primeiro e segundo ministros, do velho e novo governo.

Na verdade, não há nada como um bom cagaço para chamar à realidade quem vive acima das suas capacidades, mas muito abaixo dos seus sonhos de grandeza. Felizmente, tudo acabou no nível das suas possibilidades.

Afinal, Portas acaba de fintar Passos seguindo-se um remate frontal perigosíssimo para a baliza da equipa do último. O golo esteve iminente, mas a bola saiu por cima, mesmo a roçar o ferro, que ainda abanou.

Também o governo ainda abanou, e bem, com o ataque de Portas mas, a argúcia de Passos, transformou a sua debilidade em força ofensiva. Deu tudo o que Portas queria, se é que não lhe deu muito mais que isso.

Sobretudo, deu-lhe tudo o que não conseguira fazer. Deu-lhe tudo aquilo a que Portas recusara juntar a sua concordância. Logo, vai ter de fazer agora, aquilo com que não concordava antes. Tudo porque foi promovido.

Portanto, pode pensar que está acima do chefe, ou que assumiu, melhor, trocou de lugar com ele. Só que, agora, em lugar de discordar, tem de fazer. Agora, Passos pode sorrir e ver como é bom estar do lado mais fácil.

Por outro lado, as propostas irrealistas e irresponsáveis de Seguro, passam agora a ser as propostas realistas de Portas. Entre elas, o crescimento da economia e convencer a troika a aceitar o aligeirar do ajustamento.

Depois do cagaço, o Álvaro deixou as grandes reformas, segundo ele as maiores que já alguma vez se fizeram no país, e até lá fora, prontinhas a salvar o país. O novo ministro, Pires de Lima, fez-lhe o elogio fúnebre.

Sob a batuta do CDS, o país pode agora beber mais cerveja e mais águas termais. Pode agora ter mais emprego e mais motas nas ruas. Mas, sobretudo, pode ter um vice que diz ao seu superior o que ele deve fazer.

Porém, o mais positivo de todas estas movimentações, é o facto de o cagaço deles, ter tranquilizado os portugueses, no que toca à sua segurança, à sua vida sem fome, sem sede e sem mais perigosos cagaços.

 

 

 

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