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afonsonunes

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Obviamente que o reino dos infernos é este em que vivemos rodeados de demónios por todos os lados. Que nos acenam com fogueiras acolhedoras e propiciadoras de uma calma que só um calor amigo pode propiciar.

Por perto, anda um anjinho que nos diz que devemos ter cuidado com as fogueiras, que são mais para queimar, que para aquecer. Como é anjinho, acredita que pode discutir esse problema escaldante com os diabinhos.

O grande problema é o local da discussão: Se deve ser feita no céu ou no inferno. Se deve ou não ter alguém a controlar os ímpetos de fé a mais, ou fé a menos, bem como se o controlador deve ser um anjo ou um demónio.

Se no princípio era assim, sabemos já como foi o fim. Foi um compromisso sem nada, a que alguns atribuem grandes virtudes, pelas consequências benéficas que ele prenuncia. Um fracasso que se pretende um sucesso.

Isto do lado dos demónios e do seu grande líder controlador. E o maior sucesso foi ter conseguido sentar à sua mesa, o anjinho que, no futuro, só por isso, fica amarrado a essa mesa e às decisões que não foram tomadas.

Dizem os demónios que o anjinho se encontra manietado pelas divisões que reinam entre os santos que o empurram em direções contrárias. Como se no seu reino fosse obrigatório haver unanimidade de orações.

Tal como não há unanimidade de vozes no reino dos infernos. E se a vozearia contasse para desempate, a confusão reinante é muito maior no reino dos infernos, onde até há demónios que queriam outro inferno.

Com uns tantos santos a empurrar o anjinho e muito mais demónios a querer liderar o reino dos infernos, fica difícil saber que tipo de compromisso devia ser assinado e que demónios o deviam ter subscrito.

Queria terminar aqui estas linhas mas, de repente, veio-me à ideia aquela história já conhecida do ‘compromisso de salvação nacional’. E imaginei que o anjinho se chamava Seguro. O resto, já nem me lembra como foi.