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afonsonunes

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Realmente o país está já num novo ciclo. O governo e a maioria acabam de anunciar na assembleia, uma mudança radical da sua política, abdicando de levar por diante todas as más decisões que já anunciara.

Todas, exceto aquelas que Seguro anda há muito tempo a anunciar, mesmo aquelas que o governo dizia serem irrealistas e irresponsáveis. A partir de agora, o namoro terminou dando lugar ao anúncio do casório.

De repente, das duas para as três, Seguro deve ter assegurado o cargo de vice-vice-primeiro-ministro, ou segundo-vice, faltando saber quais as competências que vai retirar ao primeiro vice. Vai ser complicado.

A menos que, como ele é Seguro de natureza e de nome, vá simplesmente para segurança dos outros dois. Que, diga-se de passagem, já é um bom lugar, bastante honroso, bem pago, por guardar tão belas companhias.

Depois de tão importantes decisões, Seguro ganhou lá fora um novo estatuto. De empecilho nos bons negócios, passou a ser o homem a quem o governo e a maioria acabam de conceder uma moção de confiança.

Precedida de um pedido de casamento a três, vitalício, logo, sem direito a futuro divórcio, por enormes que sejam as desavenças futuras. Foram muitas e entusiasmadas as testemunhas que o garantiram a pés juntos.

A família de Seguro vai, certamente, alegar que esse casamento não tem fundamento legal. Puro engano. As famílias dos outros dois nubentes já garantiram que removerão todos os obstáculos que os ateus inventem.

Nem seriam necessárias mais conversas, pois o governo já concedeu a moção de confiança ao novo nubente para afastar alaridos de ilegalidades. Aliás, bastaria a bênção do sacerdote de Belém para calar as más-línguas.

 

 

 

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