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afonsonunes

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10 Ago, 2013

MACHETE

 

Vou evitar a todo o custo não falar do Rui. Até porque Rui é um nome que muito prezo, embora não me apeteça dizer porquê. Por outro lado, não quero dar a entender que tenho alguma proximidade com o que detesto.

O que eu detesto é tudo o que não é sério. E não sou como aquele que diz que ainda não nasceu quem for mais sério que ele. Mas, quanto a esse, não me custa dizer-lhe, respeitosamente, que eu já nasci há muito tempo.

Evidentemente que isto não diz respeito ao Rui. Quanto ao Machete, quanto julgo saber, é um sabre com gume dos dois lados, usado antigamente na artilharia, por grandes artilheiros. Vá lá saber-se para quê.

Provavelmente, um dos gumes servia para cravar nas costas de alguém. Ou para cortar as goelas de quem dissesse inconveniências. O outro gume destinava-se a abrir passagem por entre a floresta de imbecis obstrutores.

Há ainda uma outra espécie de Machete. É uma viola pequena, também designada de Cavaquinho. O diminutivo representa um carinho que resulta, não do tamanho, mas da proximidade de um rico estilo de vida.  

Poderiam até imaginar-se associados. Seria, Machete, Cavaco e Oliveira, Ilimitada, provavelmente, uma associação séria, financiada por um banco do outro mundo, agora com supervisão provisória de um Coelho.

Machete quer dizer muitas coisas, sobre as quais se diz muito pouco. O partido da ética e da seriedade tem ótimos éticos que se dedicam exclusivamente a ‘eticar’, mas sobre Machetes nem uma palavra.