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afonsonunes

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15 Ago, 2013

PEDRO NO PONTAL

 

O país está em pulgas para ver como é que ele aparece no calçadão da Quarteira depois de ter feito aquele estágio com uma pequena interrupção no paraíso, não fiscal, da Manta Rota.

Certamente que aparecerá queimado, do sol, obviamente, senão diriam que estava estornicado logo, impróprio para qualquer utilização ou, melhor dizendo, reutilização. Mas, virá bem penteado, se o vento deixar.

Quase de certeza, penso eu – de que – não se apresentará de terno mais ou menos clarinho, embora me pareça que também não virá de calções com bolsos nas pernas e gravata laranja com o colarinho desapertado.

Agora, de certeza que ele virá, venha lá de onde vier, de manta rota, remendada, ou de alguma urgência de última hora em S. Bento ou em Belém, cruzes canhoto, que o Pontal não pode esperar por quem o faz.

Aliás, mal andaria o país se fosse privado de um momento tão alto da vida política nacional, como aquele que vai acontecer no calçadão. Não se trata de ouvir, mais uma vez, o fim da crise. Isso já foi, mas não é para repetir.  

Agora, no Pontal, que é o calçadão, e que é na Quarteira, vai ser dito claramente aos portugueses, aos que vão sair de férias e aos que entram de férias agora, como vai conseguir o milagre de fazer omeletes sem ovos.

Que ninguém pense que estou a insinuar que ele não faz milagres. Acho até que já fez alguns, embora de cariz nada generoso. Mas, se por acaso fizer esse bom milagre, vamos ver a quem dá a comer essas omeletes.