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afonsonunes

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Obviamente que o empurrãozinho da mão de Cardoso no braço de Jesus não foi um gesto louvável. Mas, se fosse um empurrão a sério, como o de Luizão a um árbitro estrangeiro, Jesus também teria caído de costas.

Portanto, aparte essa indisciplina, há que considerar o aspeto positivo que lhe deu lugar. Cardoso revelou-se ferido no seu ‘benfiquismo’, ao ver como se perdem jogos por más decisões de quem não devia errar assim.

Tal como Cardoso, muitos milhares de benfiquistas teriam vontade de empurrar mesmo a sério o treinador, se possível, para bem longe dali. Com o mesmo vigor e revolta do jogador, ao ver tanta falta de senso.

Cardoso sabia que ia ser castigado, mas preferiu ter a coragem de assumir a denúncia de que o seu clube estava a ser levado por maus caminhos, com os resultados negros de um ano que podia ter sido dourado.

Cardoso nem sempre foi o goleador querido e desejado pelos sócios, por vezes com razão. Mas, neste episódio, triste e lamentável, por ele e por quem o tratou tão mal, acabou por ganhar muitas das simpatias perdidas.

Não há dúvida de que o seu procedimento para com o treinador, acabou por trazer à tona de água, muitas misérias que andavam submersas, num clube que é de futebol e não de negócios e erros que não deviam estar ali.

Porque os sócios que pagam as suas cotas querem mesmo, acima de tudo, uma grande equipa de futebol. Mesmo que sem os alardes de outras grandezas de muito mérito mas, que, sem vitórias, perdem todo o brilho.