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afonsonunes

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24 Ago, 2013

EXAMES

 

Normalmente os alunos fazem exames controlados por professores. Agora, que os professores têm de sentar o rabo nas carteiras e prestar provas como alunos, resta saber quem vai controlar esses exames.

Admitindo que não há pessoal não docente suficiente para essa ingente tarefa, só podem ser os alunos a entrar nesta cómica e inédita situação de inversão de estatuto dentro do ministério da ‘inducação’.

Já tinha ouvido dizer que ‘o fado é que induca’ e ‘o vinho é que instrói’. Agora, penso que o aluno é que ensina e o professor é que aprende. O mesmo é dizer que o eleitor é que manda e ao ministro resta obedecer.

No entanto, se essa situação for demasiado penalizadora, ou considerada demasiado humilhante, pode recorrer-se ao presidente Nogueira, homem que respira educação por todos os poros, para meter o ensino na ordem.

Aposto que ele resolvia o problema dos professores que o ministro quer que façam prova do que não sabem. Em cada sala de exames com 28 professores, punha um ministro a fazer a mesma prova.

Depois, o melhor dos 29 ia para ministro, enquanto os restantes 28 passavam a dar aulas. Quanto ao presidente Nogueira, trocaria a sua presidência por outra, onde a sua voz fosse um pouco mais escutada.

Nogueira podia até nem dar um grande presidente. Mas, por sistema, não ficaria calado mais de cinco minutos. Recados, só com nomes à cabeça, mesmo os dirigidos a quem punha as mãos no lume pela sua honestidade.

Talvez fosse a melhor maneira de fazer exame a muita gente que não é, nem merecia, ser professor, e à qual o presidente Nogueira não consegue ‘inducar’ minimamente e aos quais nem o bom vinho ‘instrói’ à séria.