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afonsonunes

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01 Set, 2013

COELHO INTÉRPRETE

 

 

Coelho é um caso de indiscutível falta de adequação ao posto de trabalho, ao qual dedica o seu esforço inglório de há dois anos e tal para cá. Foi um erro de casting ou um mergulho pessoal no escuro.

Podia ter escolhido outra profissão qualquer, ou manter-se no paraíso da economia privada, onde até há liberdade para fazer do setor público o bode expiatório dos grandes rombos na economia do país.

Coelho fugiu do privado para o público, certamente porque viu nele uma oportunidade de fazer às claras o que sempre fez às escondidas. Fazer por si, aquilo que só podia fazer através da influência dos bons amigos.

Coelho podia ter sido um bom jornalista na área económica, conhecidos que são os seus êxitos nessa matéria. Não lhe faltariam boas propostas de emprego, nos bons jornais, servidos por alguns maus profissionais.

Poderia até chegar aos mais conceituados órgãos internacionais, tanto na economia, como na interpretação das conjunturas que, ciclicamente, abalam meio mundo, precisamente a metade em que ele habita.

No entanto, Coelho já se revelou o maior e o melhor intérprete em matérias de textos importantes, que uns consideram constitucionais, outros dizem que são inconstitucionais. Tudo por falta de bom senso.

Pois é, aqui é que a porca torce o rabo. Coelho errou a vocação. Se tivesse enveredado pela carreira de intérprete, com o bom senso que tem, tinha já metido na ordem os grandes países que interpretam tudo ao contrário.