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afonsonunes

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Nem todos gozamos a vida da mesma maneira, até porque nem todos a sabem gozar. Os pequenos prazeres de uns, são grandes prazeres de outros. Pelo modo como alguns nos gozam, sentimos os seus prazeres.

No grande mundo da política, vemos como há políticos pequenos. Quanto mais pequenos são, maiores são os seus prazeres quando nos gozam. E mais se convencem que os seus prazeres nos dão um gozo imenso.

Mas, são os prazeres dos grandes políticos que me fascinam mais. Imagino o gozo que dá uma viagem de Gaia até ao Porto. Curta, sim, mas longa, muito longa, nos momentos de prazer sobre aquelas águas doces, doces.

Saudades de Gaia, não, mas muitas saudades do Olival. Que pena não o poder arrancar para o replantar na grande sala de visitas do Porto, frente ao município, onde as oliveiras farão a luz de todas as grandes festas.

Não menor será o gozo de uma viagem de Sintra até Lisboa. Sem a Pena, mas com muita pena de não poder continuar com a serra onde foi tão feliz, depois de conquistar o rio para onde se vai atirar de cabeça.

Antes disso, conta com a mobilização geral dos anéis do colosso da segunda circular para que a viagem, de perigosa, se transforme numa monumental onda de vitória, como há longo, longo tempo ali não há.

Também não posso deixar de imaginar o prazer que se sente quando vemos os nossos sonhos e o nosso dinheiro, em risco de se sumir como o dos outros. Como o daqueles a quem custou mais a ganhar que o nosso.   

Gozo, gozo, é sabermos que nós, patriotas, de avião ou de submarino, podemos conquistar sonhos, muitos sonhos, no paraíso de Merkel e garantir que ela nos guarda o dinheiro que nos querem tirar cá.

A mim, já me tiraram quase todo o meu dinheiro. Não posso ter o prazer de lhe mudar o sítio nem o país. Também não posso sentir o gozo de mudar-me daqui para ali. Mas posso ver e sentir como eles gozam comigo.